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Evidence in Chokwe

3 pieces of evidence found.

Id DLP.Evidence.720
Type Ethnography
Game Tchela
Date 1995-01-01 - 1995-12-31
Rules 4x8 board. May have one or two stores per player. Stores are located to the right hand side of the player's two rows, centered with respect to the player's two rows. If each player has two stores, the second store is located between the fourth and fifth holes of the player's rows; i.e., in the center of the board Variant: can also be played on 4 x 6 board. One counter in each hole except the stores Opening play: Player sows from any one of their holes, thus making a pair. They then take the counter in the next hole and sow it, making another pair. This continues until the last pair is made. When the last pair is made, the player sows this pair normally. Main phase: Sowing occurs in an anti-clockwise direction. When the final counter falls into an occupied hole, these are picked up and sowing continues. The turn ends when the final counter falls into an empty hole. When this empty hole is in the inner row, the counters in the opponent's hole opposite are captured. If the opponent's inner row hole are occupied, then any contents in the outer row opposite are also captured. When a single counter exists in the penultimate hole in the inner row and the opponent is able to capture it on their next turn it can "skip" to either the first or second hole in the outer row, provided one of them is empty. This can only be done if the final hole in the inner row is empty. Several rules apply to the stores: They are not used during the opening play, except on the final sowing after all pairs have been made; They may only hold one counter at a time; The counter in the store cannot be captured; It is the player's choice whether to include the store in sowing; they are considered to be in the player's inner row of holes for the purposes of sowing.
Content "O Tchela é um jogo profundamente arreigado na tradição do povo lunda-quioco. A forma praticada na Lunda parece-nos a mais pura e primitiva porque é nesta região que o jogo se apresenta aureolado pelo prestígio das antigas tradições e vinculado a manifestações que são, indubitavelmente, apanágio da élite de um povo que, pelo seu carácter e vitaldade, se distingue do conjunto dos outros povos de Angola. Referimo-nos ao facto de o tchela estar não só ligado a ritos funerários e aos cestos dos adivinhos, mas também representado nos célebres desenhos na areia e nas paredes pintadas, expressões artísticas profundamente ligadas às tradições quiocas, exemplos típicos de arte por arte da maior importância para o cnhecimento e compreensão da opulenta mentalidade deste povo de artistas. Compreende-se que assim seja se atendermos a que a Lunda é o centro de irradiacões de todos os núcleos de quiocos estabelecidos para sul e às condicões especiais da região que são favoráveis, sob todos os aspectos, ao culto e conservação das tradições e ao predomínio da cultur quioca sobre a dos demais grupos étnicos daquela área. A zona ao longo do cominho de ferro é muito pouco característica, pela facilidade de contactos permitida por aquela via de comunicação que atravessa Angola. Os jogos nela praticados pelos Quiocos são, salvo raras excepções, da quadrícula igual ou superior a 4 x 12. Estes jogos do tchela quioco só têm o nome, porque seguem integralmente as regras do owela, já descrito em 2.1.1, trazido do Oeste através da via férrea. Quadrícula— 4x6 a 4x8, mas geralmente 4x8. Tabuleiro— Tradicionalmente de madeira, mais ou menos trabalhado, conforme a categoria do seu dono, com dois depósitos em braços situados no seu eixo. Parece que tembím se serviriam de pedra dura (liwe lya mukandji) para fazer tabuleiros (tchela ca kuta), mas não temos conhecimento de casos concretos. Como recurso podem materializar uma quadrícula no chão, sistema que também é utilizado pelos mais novos que não podem dispor dum tabuleiro. No Dundo vimos, à hora do descanso do almoço, dois empregados da Diamang jogarem nom tabuleiro materializado por uma quadrícula pintada, com tinta de óleo vermelha, sobre uma chapa de ferro industrial, possivelmente dum tambor. Trata-se, necessariamente, duma solução de recurso, mas que mostra a importância tradicional do tabuleiro. Casas— São designadas por mena (sing. uina). Cabeças— Aparece, geralmente, este tipo de casas de designam por mitue (sing. mutue = cabeça (No Lumeje ouvi designar as cabeças por meso (sing. rhiso = olho)). O seu número é variavel, podendo existir uma ou duas por jogador. Quando só há duas por tabuleiro, elas são sempre exteriores à quadrícula (foto 8), situando-se à direita de cada um dos jogadores. Havendo quatro <>, duas são exteriores, como no primeiro caso, e as outras, interiores. Estas situam-se entre as duas linhas que pertencem a cada parceiro, no eixo do tabuleiro (fotos 6 e 7). Um dos tabuleiros representados (foto 6) tem as cabeças interiores assimétricas —A'4, A'8, B'O e B'3. As cabeças gozam de regalias particulares, que são as seguintes: Não são consideradas no distribuição inicial das pedras; Só podem conter uma única pedra; As pedras nelas colocadas não podem ser comidas; Podem ou não ser incluídas numa jogada, conforme a vontade do jogador; Só podem ser occpadas no sentido do jogo, considerando-se, para o efeito, as cabeças interiores como pertencentes à fila interior. Não conseguimos obter qualque informação do razão de ser das cabeças. Parece-nos, no entanto, que elas fazem parte do jogo já há muito tempo e que foram introduzidas com o fim de dar maid maleabilidade aos jogos de reduzido número de colunas, tornando-os mais difíceis. Depósitos— Existem dois depósitos em todos os tabuleiros que conhecemos. Pedras —São designadas por sache (sing. lucache (no Lumeje ouvi designar as pedras por dumbue (sing. lundumbue))) e normalmente constituídas por pequenos seixos ou sementes. Destas, as mais usadas são as de mumanga (Brackystegia manda De Wild), coconote, vulgarmente conhecido por dendém (Elaeis guineensis Jacq.) e mpáfu, ou mupáfu (Canarium schweinfurthii Engl. (Em Sandando utilizam sementes designadas por kapango, do nome da árvore)). O número de pedras usado é de uma por casa da quadrícula, não incuindo as cabeças. Sentido–Directo. Casas de mão — Têm de pertencer ao campo do jogador e não podem ter uma só pedra, excepto se for uma cabeça, enquanto houver outras com mais do que uma. Distribuição— A primeira jogada não segue a regra general. Nesta, que tem por fim agrupar as pedras aos pares, toma-se a pedra duma casa qualquer e junta-se à da casa seguinte, o que forma o primeiro par; toma-se a pedra d casa imediata e procede-se de igual forma, e assim successivamente; a jogada termina com a distribuição normal do último par formado. Na primeira jogada pode-se já ocupar qualquer cabeça...a dispisição das pedras depois desta jogada será indicDistribuição— A primeira jogada não segue a regra general. Nesta, que tem por fim agrupar as pedras aos pares, toma-se a pedra duma casa qualquer e junta-se à da casa seguinte, o que forma o primeiro par; toma-se a pedra d casa imediata e procede-se de igual forma, e assim successivamente; a jogada termina com a distribuição normal do último par formado. Na primeira jogada pode-se já ocupar qualquer cabeça...a dispisição das pedras depois desta jogada será indicada na figura 18. A jogada seguinte de A obedecerá já à regra geral. No decorrer do jogo aparece outra excepção: a jogada designada por kutchina (fugir); Supunhamos a distribuição indicada na figura 19 e que é o parceiro A a jogar: O jogador A pode mover a pedra de A2 para a1, saltando a casa A1, e evitar assim que seja comida pela pedra de B'0 ou b1. No caso de a1 estar ocupanda poderia passar para a2, o que corresponde à posição do jogador B. Neste caso, a pedra de B7 saltava para b7, fugindo a ser comida pela de A'8. Jogadas—Podem ser movimentos compostos. Comer— Só pode comer a última pedra da distribuição de uma mão desde que esta termine numa casa vazua da linha interior. Esta pedra come todas as pedras adversárias existentes nessa coluna se a casa da linha interior estiver ocupada." Silva 1995: 88-91.
Confidence 100

Id DLP.Evidence.1304
Type Ethnography
Game Quendo
Date 1995-01-01 - 1995-12-31
Rules 4x8 board, played only along the perimeter. Alternatively, played on a circular board of between ten and thirty holes. One to four counters per hole. Any number of players, holes are distributed equally among the players. Sowing occurs in an anti-clockwise direction. Each player owns the holes in which their counters are located at the beginning of their turn, and they must sow from the leftmost hole. When the final counter falls into a hole of the opponent's, this hole and the counters in it are captured by the player, but remain in play. When a player has a single counter and empty holes in from of it, this counter leaps to the next hole occupied by the opponent. The player who captures all of the opponent's holes wins.
Content "Joga-se sobre tabuleiros do Tchela, utilizando-s, somente, as linhas exteriores e as duas casas extremas das interiores, para fechar o circuito, ou então, em pequenas covas (mena) abertas no chão, dispotas em forma circular, em número geralmente compreendido entre 10 e 30. O sistema de jogo é idêntico, apesar de poder ser jogado, simultaneamente, por dois ou mais parceiros. As pedras existentes numa casa são, da mesma maneira que no Tchel, distribuídas no sentido directo uma a uma, pelas casas seguintes. O número de pedras (sache, ou dumbué) pode ser de 1 a 4 por casa (geralmente 2) e o número total destas é variável, mas sempre múltiplo do número de parceiros. O jogo resume-se num perseguição, a, como iremos ver, não deixa qualquer possibilidade de iniciativa ao jogador. Por este motivo o resultado do jogo só depende da posição da saída e do número de casas, de pedras e de jogadores, pelo que o vencedor é, teoricamente, conhecido de antemão. Ne prática, assim não acontece, em consequência de erros involuntários e da batota a que este jogo dá origem, quando jogado a sério. Começa-se por se distribuir as casas em número igual por cada jogador, ocupando estes zonas seguidas e contíguas em redor do contorno, e fixa-se o número de pedras. Algumas combinaações não são praticáveis por não permiterem que um jogador chegue a comer as pedras do adver sário, como, por exemplo, 2 jogadores, 18 casas e 1 pedra por casa. A paartida é iniciada por um dos participantes, que toma todas as pedras da sua primeira casa, a contar no sentido directo, e as distribui, como é regra nos jogos do tipo mancala, uma a uma, pelas casas que se seguem; o outro ou outros jogadroes, casda um por sua vez e pela sua ordem de posição, repetem esta jogada. Começam a aparecer casas livres à retaguarda de cada jogador, que vão deixando de lhes pertencer à medida quee as desocupam; estas casas passam, seguidamente, a ser de novo ocupadas pelos parceiros que os antecedem, à medida que vão perseguindo-se uns aos outros, ao longo do circuito de casas, mudando a posse destas à medida que o jogo decorre, no sentido directo em que se deslocam as pedras. Quando uma pedra dum jogador vai cair numa casa ocupada por outro parceiro, este perde a ocupação da casa e a pedra ou pedras nela contidas em beneficio daquele, pedras estas que, no entanto, continuam em jogo. O jogo terminará quando um dos parceiros ocupar todas as casas dos adversários. Dirá então guamutapa (matei). Todas as jogadas são movimentos simples, excepto quando: As pedras de uma mão não chegam para colocar uma pedra em cada uma das casas ocupadas pot esse jogador e houver casas vazias à sua frente; Se faz quendo, isto é, quando na frente do jogo se fica com uma sé casa com uma só pedra (o número de pedras de mão igual ao número de casas ocupadas mais uma). Quando um jogador fica com uma só pedra, esta salta (kuhumuca—voa) todas as casas vazias à sua frente e vai ocupar a primeira casa adversária; As pedras distribuidas num lanço comem (tchissaca) todas as pedras das casas adversárias que ocupam..." Silva 1995: 106-109.
Confidence 100
Ages Child
Source Silva, E. R. S. 1995. Jogos do quadrícula do tipo mancala com especial incidência nos praticados em Angola. Lisbon: Instituto de investigação cientifica tropical.

Id DLP.Evidence.2034
Type Ethnography
Game Katséla
Date 1930-01-01 - 1930-12-31
Rules Three intersecting lines, with diagonals drawn in the square. Two players. Three pieces per player, one playing as red and the other as white. The red player plays first and places their piece in the central spot. Players alternate turns placing one of their pieces on an empty space on the board. When all of the pieces are placed, players alternate turns moving one of their pieces to an empty adjacent spot on the board along the lines. The first player to place three of their pieces in a row wins.
Content Account of Baumann, about Katsela as played among the Chokwe people of Angola: "Katsela (kleines tsela) ist in Art Mühlespiel. Mit Pembafarbe wird auf irgendein Brett oder einen Hockersitz ein Viereck gemalt. Die zwei Spieler arbeiten mit 6 "Steinen" (weiße und rote Bohnen). rot beginnt und setztseinen Stein in den Mittelpunkt O. Weiß setzt auf irgendeinen PLatz am Rand. Dann verhindert Rot durch geschicktes Setzen seines nächsten, also des dritten Steines im Spiel, daß Weiß in den nächsten Zuugen eine gerade Linie aus drei Steinen erhält. Weiß kann nur auf den Randlinien eine Kombination erreichen und nur an der Außenseite gewinnen, Rot dagegen nur auf den Diagonalen oder den Linien 8-0-4 und 2-0-6. Weiß sucht seinerseits eine Kombination von Rot auf den Zentrallinien zu verhindern und stört den Aufmarschplan von Rot. Sind alle 6 Steine gesetzt so wechselt man so lange die Steine, bis einer von beiden zusammenhängende Linie von drei Steinen erreichet hat. Tsela und Katsela wird nur von Männern und Knaben, allerdings leidenschaftlich gern gespielt. " Baumann 1935: 94.
Confidence 100
Ages All
Genders Male
Source Baumann, H. 1935. Lunda: Bei Bauern und Jägern in Inner-Angola. Berlin: Würfel Verlag.

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