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Evidence for Owela (Benguela)

1 pieces of evidence found.

Id DLP.Evidence.713
Type Ethnography
Location Benguela
Date 1995-01-01CE - 1995-12-31CE
Rules Silva 1995: 75-82 Four rows of twelve holes, up to twenty, even numbers preferred. Number of counters is three times the number of holes in a row minus two for a game with an even number of holes in a row; three times the number of holes minus one for odd. Counters are distributed beginning in the leftmost hole in the outer row, placing two counters in each hole in an anti-clockwise direction. Play begins from any of the player's holes, sowing anti-clockwise. When the final counter lands in an occupied hole, these are picked up and sowing continues, unless a capture can be made. Captures are made when the final counter falls into an occupied hole in the inner row, and the opponent's hole opposite contains counters. If it is, they are captured, and if the hole in to outer row opposite also contains counters, these are also captured. These are then sown from the hole following the one from which the capture occurred. If the final counter falls into an empty hole, the turn is over. Single counters cannot be sown. Play ends when one player cannot move.
Content Silva 1995: 75-77 "Este jogo está muito espalhado entre os Umbundos e encontra-se com frequência ao longo da linha do caminho de ferro de Benguela, muito especialmente etre Lobito e Cubal. (foto 3). Aparece também, acidentalmente, em Luso e Teixeira do Sousa, levado pelos ferroviários naturais do litoral, onde, por influência lunda-quiocoa, é, às vezes, designado por Tchela, mas com o qual não deve ser confundido. Este jogo é simples e talvez o mais despido de tradições, por elas já se terem perdido nos longos anos de contacto o Branco, o que, aliás, também se verifica em todos os outros aspectos da vida do nativo na zona do litoral de Benguela: Quadrícula: 4 x 12 a 4 x 20, com número par de casas por linha, sendo a mais corrente 4 x 20. Um só informador se referiu a uma quadrícula ímpar de 4 x 15. Todos os outros dizem que as quadrículas ímpares não permitem boas disputas. Tabuleiro—Não existe, por a quadrícula ser materializada no chão, pela abertura de buracos (foto 23). Casas — Em forma de calote esférica de 4 a 6 cm de diâmetre, a que chamam akina (sing. kina). Pedras — Seixos, geralmente com 2 a 3 cm de dimensão máxima, que designam por ongombe (boi; pl. olombombi). O número de pedras inicial é, por jogador, igual ao triplo do número de casas duma fila menos duas (3n-2). No caso excepcional de n ser ímpar, é de (3n-1). A distribuição inicial das pedras é feita a duas por casas, a partir da situada na extrema esquerda da fila exterior de cada jogador e pelas que se lhes sequem, no sentido directo. Sentido: Cada jogador faz a distribuição das suas pedras no sentido directo. Casas de mão — Têm pertencer ao campo do próprio jogador e conter duas o mais pedras. Distribuição da mão — Faz-se só pelas casas do campo do próprio jogador. Se a última pedra da distribuição da mão cair numa casa já ocupada, esta pedra e as que lá se encontravam voltam a consituir uma mão, que é distribuída, seguidamente, como a anterior. Jogadas — Podem ser movimentos compostos ou cumulativos. Comer — Só podem ser comidas (daria = comer) pedras adversárias com a última pedra da distribuição de uma mão e desde que esta termine numa casa já ocupada da fila interior. Esta pedra come todas as que o adversário tenha nessa coluna, desde que a casa da fila interior esteja ocupada. As pedras comidas formam oma nova mão, que se distribui a partir da casa que se segue àquela em que terminou o lanço que permitiu a captura. Variantes — Não se conhecem. Tradições — Dizem que o jogo é originário de Cuanhama. Interdições — Não se conhecem. Prática — Praticado só por homens e rapazes, como passatempo recreativo, embora por vezes seja jogado a prémio. A disputa é feita entre dois indivúduos ou grupos de indivíduos, sem ser obrigatório haver igual número de cada lado. Como particularidade, há que assinalar o hábito de os jogadores baterem com força a última pedra de distribuição de uma mão sobre as que se encontram na casa onde vai ser despositada, antes de comer as pedras do adversário. Este procedimento, além de ser uma manifestação de júbilo, serve tembém para avisar o adversário. "
Confidence 100

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